desculpa não escrever aqui o quanto eu ando escrevendo lá,

mas o que eu sinto aqui não consigo traduzir.

só sinto, só quero, só desejo, só amo:

você, você, você.

I want to be strung into a poem.
I want you to breathe in me
and exhale out words -
words detailing aspects of me
that you cherish,
that you dislike,
that scare you,
that interest you.
Sew me into a duvet of poems,
knotted with honesty,
tangled in simplicity,
and tied with sincerity.

fog covered the mountains,
white blinded your errant knight.

to no avail!

had faithful steed perished,
had fog turned to fire,
and devoured all that was life,
still i would have returned
as i am returned
tonight.

my eyes are sore,
my heart is dry,

but darling, my darling,
cease your sighing,
desire no more!

by morning’s death
i shall be arrived —

and from then to your arms again,
i shall be in no time!

e perdoa-me por não ter
escrito quando deveria;

usei de todas as palavras,
encarcerada como estou na natureza,
para cantar minha saudade,
minha ânsia por rever-te.

e agora nada me sobra,
apenas o querer,   querer,     querer-te.

fica claro
que o fogo mais forte
é o metafórico —
as chamas que devoraram a floresta,
subjugaram-nas;

as chamas que destroem lá fora
não são páreo
para as que concedem fulgor e vida
cá dentro,
cá entre nós.

but what shall i speak of?
longing and quiet?
i have done that before,
i will do it always.
tonight i won’t speak of
quiet and longing —
i shall simply lie down
and long for,
quietly.

i dreamed you were in my arms tonight
but when i woke i held only
sheets and covers tightly to me.

não falsas,
mas vãs?
esperanças de
reaver as palavras
entre nós
e queria eu
poder telefonar-te
e sussurar-te cafonices
somente para ouvir-te 
chamar-me “cafona”
e responder-te
que por esse motivo mesmo e outros é que
me amas.